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Área total de vegetação nativa conservada pelos “condôminos” |
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17.352.322 metros quadrados |
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Ecossistemas preservados pelos proprietários integrantes do ConBio |
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Situação das áreas conservadas pelos condôminos |
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Os fragmentos florestais destinados à conservação ou com potencial para conservação, presentes nas propriedades cadastradas pela equipe técnica Condomínio da Biodiversidade, ocupam de 20 a 70% da área total do imóvel. Em um único caso, ocupa 95% da área total. |
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As áreas nativas destinadas à conservação ou com potencial para conservação variam entre as propriedades de 300 m 2 a 8.000.000 m 2 . Esta diversidade de tamanhos é benéfica para a demonstração de que independentemente do tamanho da área natural, é possível realizar ações de conservação da natureza. |
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As constatações preliminares com relação à diversidade biológica realizadas durante o cadastro nas áreas cadastradas são tabuladas e estes dados entram para o banco de dados sobre as propriedades integrantes do ConBio e “qualidade” ambiental de cada uma. Com base neste cadastro são elaborados laudos para cada proprietário, descrevendo as seguintes características do fragmento florestal: composição florística, espécies raras ou ameaçadas, inter-relações de espécies vegetais ali presentes com a fauna, concordância com o código florestal brasileiro, presença de espécies exóticas e ações antrópicas desenvolvidas. Após a descrição do ambiente reconhecido, o laudo contém uma série de recomendações específicas para o proprietário, que podem ser desenvolvidas visando a manutenção das propriedades em uma condição mais próxima do ecossistema natural possível. |
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De 51, 29 propriedades possuem áreas de preservação permanente (APP) em diferentes estágios de conservação, ou recuperação recomendada pelo CONBIO. As APPs são as matas ciliares, nascentes de rios e encostas de montanhas definidas no Código Florestal Brasileiro. |
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Quase de 80% das áreas cadastradas apresentam fragmentos florestais em estágios iniciais e intermediários, ou seja, são florestas secundárias, já exploradas no passado pela ação humana, que estão em estágios iniciais ou médios de regeneração natural. Cerca de 6% são áreas em estágio avançado de regeneração, 8% está em fase de restauração iniciada pelo proprietário. Apenas cerca de 3% das áreas apresenta vegetação considerada primária, que sofreu pouca interferência. |
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» Estágio inicial de regeneração ambiental |
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» Estágio intermediário de regeneração ambiental |
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» Estágio avançado de regeneração ambiental |
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I - Estágio inicial de regeneração |
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Neste estágio a vegetação apresenta uma fisionomia herbácea/arbustiva de porte baixo, espécies lenhosas se apresentam com diâmetro de baixa amplitude (até oito centímetros de diâmetro na altura do peito), camada fina ou ausente de serrapilheira, espécies pioneiras abundantes e poucas epífitas.
As espécies vegetais indicadoras deste tipo de ambiente são: Pteridium aquilium (Samambaia-das Taperas), Melines minutiflora (Capim-gordura), Baccharis dracunculifolia (Vassoura-braba), Senecio brasiliensis (Flôr-das-almas), Solanum erianthum (fumo-bravo). |
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II - Estágio médio de regeneração |
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Já nesta fase de sucessão, nota-se a ocorrência de estratos diferentes na floresta, com altura total de até 12 metros, a cobertura arbórea é variável, com eventual ocorrência de indivíduos emergentes. O diâmetro das árvores apresenta uma média de 15 centímetros na altura do peito, sub-bosque presente, maior diversidade de espécies e maior presença de epífitas, quando comparado ao estágio inicial.
Espécies vegetais comuns neste estágio são: Cupanea vernalis (Cambotá-vermelho), Schinus therebenthifolius (Aroeira-vermelha), Casearia silvestris (Cafezinho-do-mato). |
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III - Estágio avançado de regeneração |
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Esta fase seria a mais próxima de uma floresta original, e apresenta dossel fechado, formação de estratos herbáceo, arbustivo e arbóreo, grande diversidade biológica, serrapilheira abundante e árvores de maior diâmetro.
São características desta fase as espécies vegetais: Ocotea puberula (Canela guaica), Piptocarpa angustifolia (Vassourão-branco), Vernonia discolor (Vassourão-preto), Mimosa scabrella (Bracatinga). |
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